Notícias sobre Filipino Martial Arts no Brasil e no Mundo

Post Top Ad

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Entrevista com o Instrutor Rivanildo Moura Brito

1- Olá! Obrigado por nos conceder esta entrevista. Você pode nos contar um pouco sobre seu começo com artes marciais?
Desde os tempos de criança eu ficava maravilhado com episódios de um filme marcial que passava todos os domingos depois do Programa da rede Globo (Fantástico) que era o "Faixa- Preta", então sonhava em quando adulto poder usar um kimono e ter uma Faixa- Preta. Então conheci um professor de Karatê e comecei meu treinamento ainda criança, mas infelizmente esse professor teve que ir embora da cidade que morava "Caucaia"-CE, e fiquei sem opção para dar continuidade a trajetória da sonhada Faixa Preta, já que nesta cidade não tínhamos professores de artes marciais e nem meus pais tinham dinheiro para me encaminhar para a capital Fortaleza.
Foi no ano de 1997 que entrei para os quadros da Polícia Militar do Ceará e em 2005 conheci o Hapkido UYK, no 5° Batalhão em que eu trabalhei. As aulas eram ministradas pelo Mestre Paulo Sartori, que tinha vindo do Rio Grande do Sul morar em Fortaleza, daí então comecei meu treinamento e conquistei a sonhada Faixa preta.



2- Sobre a FMA, como você conheceu esta modalidade? Como você começou e o que despertou seu interesse?
Fiquei sabendo da vinda do mestre Herbert "Dada" e seu irmão Shishir Inocalla para ministrar um seminário em Fortaleza- CE em Julho de 2016. Participei desse evento e vi nas Artes Marciais Filipinas um potencial a mais para acrescentar em meu treinamento, já que tem como principal característica o uso de bastões e facas.
Então me interessei por treinar e fazer parte dessa seleta Arte Marcial e viajei para Porto Alegre em outubro de 2016, sendo muito bem recebido pelo Mestre Alessandro Lucas. Na ocasião conversamos sobre quais critérios para ser um instrutor em formação e inicie meu treinamento. De Porto Alegre eu viajei até Gramado/ Canela e por indicação do Mestre Alessandro Lucas fiquei aos cuidados do Guro Djavan que me deu todo apoio necessário. Sai maravilhado com o treinamento que me foi passado e retornei à minha terra Fortaleza-CE. Hoje continuo meu treinamento ao mesmo tempo em que ministro aulas de Arnis Kali.

3- O que você pensa sobre a integração do FMA com as demais modalidades que você pratica?
As modalidade marciais que já pratiquei e pratico no início são com mãos vazias. Já o FMA tem ênfase no treino de luta com armas (principalmente o uso do bastão e faca, além de armas improvisadas). As técnicas são simples e diretas para a autodefesa, integrando e complementando com arte marcial no qual já treino.



4- O seu trabalho já foi tema em alguns jornais e publicações locais. Como foi a recepção da população das cidades onde você leciona ao FMA?
Sim estou na fase de conclusão de um projeto social para uma fundação, colégio da Polícia militar e Corpo de Bombeiros do Ceará. Além disso tive a oportunidade de ministrar aulas de Arnis na academia de segurança Pública do Ceará para uma turma de formação de oficias da PM.

5- Qual é a sua visão da FMA hoje no mundo?
Percebo que o Arnis Kali hoje no mundo está se expandido, graças ao trabalho de organizações como a International Arnis Kali Association e a popularidade e influência do cinema americano. Esse sucesso se deve ao fato de ser uma arte marcial direta e eficiente, que agrega ao treinamento de diversas idades e portes físicos, no combate com armas e mãos vazias. Além disso o Arnis Kali não trabalha apenas com o desenvolvimento físico, mas também mental e espiritual.

6- Qual a sua opinião sobre a relação entre as FMA e a defesa pessoal?
FMA e defesa pessoal estão ligadas pelo simples fato de possuírem um conjunto de técnicas e condutas inteligentes de segurança pessoal. O treinamento em Arnis vai proporcionar ao agente o conhecimento de como agir e reagir, resolvendo o problema melhor maneira possível e uso proporcional da ameaça detectada.



7- Muito obrigado pelas suas respostas! Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores
Quero agradecer ao nosso Guro Tales de Azevedo, pelo convite a entrevista, e declarar minha gratidão aos leitores pela paciência da leitura. Espero que as minhas humildes respostas inspirem mais ainda pessoas que fazem parte da equipe International Arnis Kali Association e trabalham para dar credibilidade e visibilidade aos que ainda não conhecem ainda o FMA. Viva a vida longa, Mabuhay!

Nenhum comentário:

Postar um comentário