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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Entrevista com o Guro Fábio Almeida


1- Olá! Obrigado por nos conceder esta entrevista. Você pode nos contar um pouco sobre seu começo com artes marciais?

Claro. Dei início nas Artes Marciais no início da década de 90, com treinos de Kickboxer, na época era mais conhecido como Full Contact., com o, agora mestre, Leonardo Camargo, que foi aluno do conhecido Jorginho Trovão. Nessa modalidade, treinei por dois anos. Depois de um período de hiato, no fim dos anos 90 conheci e comecei a treinar Hapkido com o GM Dayverson Wagner. Hoje sou faixa preta nessa arte.




2- Sobre a FMA, como você conheceu esta modalidade? Como você começou e o que despertou seu interesse?

Sempre fui um afixado em Artes Marcias, e com o advento da internet, passei a ser um pesquisador das mesmas. Porém, o gosto pela armas marciais veio ainda no Hapkido, com as técnicas de Danbong (bastão curto), Sangjunbong (nunchaku) e Ji Pangee (bengala). Conheci o FMA através de um seminário que participei com o mestre Alessandro Lucas. Treinei e adaptei as técnicas aprendidas com ele para a minha realidade militar. Até que conheci o mestre Melchor e tornei-me seu aluno.

3- Sobre a sua escola FMA, Arnis Mano Mano Dumog, você pode nos contar um pouco?

Sabemos que existem várias escolas/sistemas de FMA no país oriundo dessa arte, como também fora dele. Mestre Melchor, criador da ARMADO e morador das Filipinas, estudou muitos desses sistemas desde sua tenra infância, como Doce Pares System, Arnis Modern, Mano Mano Filipino Martial Arts e Kali Ilustríssimo. Como também praticou Judô, Karatê e Aikido. Em 2013, depois de treinar com vários mestres e ser promovido a Lakan Sampu (10º dan), criou o estilo Arnis Mano Mano Dumog, onde juntou tudo o que aprendeu dos sistemas de FMA como também das outras artes marciais que se graduou. Nosso sistema trabalha com Arnis (armas filipinas como bastão, facas, dagas, dulo y dulo, espadas filipinas e karambit), Mano Mano (técnicas de Dirty Boxing – Panuntukan) e Dumog (torções, projeções e imobilizações com e sem bastão).



4- Sobre o trabalho da escola hoje no Brasil, você pode nos contar?

Nosso trabalho aqui no Brasil ainda é embrionário. Em 2015, realizamos um seminário no Rio de Janeiro e em Salvador com a presença do mestre Melchor. Esse ano de 2017, no mês de maio, estaremos realizando um curso para formar instrutores no Brasil. Esses cursos acontecerão no Rio de Janeiro, Maceió e Salvador, com a finalidade de termos professores em todo o Brasil. Seria utopia da minha parte achar que conseguiremos isso já esse ano, mas continuaremos trabalhando arduamente para propagar o FMA e nosso estilo por todo o Brasil. Atualmente temos professores no Rio de Janeiro (Punong Guro Fábio Almeida), Salvador (Guro Giovaldo Lima) e Maceió (Guro Pedro).

5- Qual é a sua visão da FMA hoje no mundo?

Apesar de estar aparecendo como Arte Marcial Filipina para o mundo hoje, sabemos que já está na mente de muitos há bastante tempo. O lendário Bruce Lee aprendeu as técnicas de bastão e nunchaku com Dan Inosato, que é praticante de FMA e Steven Seagal, que em seus filmes muitas vezes já fez uso dessa arte. Muitos pensam que as técnicas são oriundas do Kung Fu e do Aikido, mas não, são técnicas filipinas. Hoje, no Brasil, já temos algumas escolas expoentes, como o Arnis Maharlika / Inocalla System, presidida e criada pelos GMs Shishir e Dada Inocalla. E esperamos que surjam muitas outras, pois há espaço para todo profissional que trabalha com seriedade.

6- Qual a sua opinião sobre a relação entre as FMA e a defesa pessoal?

Na minha opinião, eu separo defesa pessoal de arte marcial. As artes marciais possuem regras, pontuações e códigos de honra. Defesa pessoal já é questão de sobrevivência. Vale qualquer coisa para guardar sua integridade física. Todas as Artes Marciais podem criar métodos para defesa pessoal. É uma questão de adaptação à necessidade. FMA pode ser muito aproveitado no serviço militar, no uso dos bastões e tonfas. Como a defesa contra ataques de objetos perfurocortantes.

7- Muito obrigado pelas suas respostas! Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores?

“Conhecimento não ocupa espaço”. Esse é um lema que carrego para minha vida. Aprender, aprender e aprender. Sempre com humildade e respeito.

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