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sábado, 28 de maio de 2016

Minha experiência com o Arnis Maharlika

Mabuhay!

Olá pessoal,

Antes de tudo queria me apresentar sou Felipe de Paulo e treino Arnis Maharlika aqui no Rio de Janeiro com o Guro Tales de Azevedo , sou praticante de FMA há quase 8 anos e tenho experiência em outras lutas.

Mas esse artigo, na verdade esse relato é sobre como a preparação para o exame de Lakan Isa (faixa-preta) e um entendimento mais aprofundado das FMA, em especial do Maharlika tiveram um alto impacto na minha vida.



Para isso é importante lembrar que um dos focos do sistema Maharlika é uma abordagem transversal e holística, seus criadores Shishir e Herbert Inocalla possuíam o sonho de transmitir os conhecimentos do Arnis Moderno porém sob uma nova ótica, que enxergasse o ser humano dentro de uma visão holística, em seu aspecto físico, mental e espiritual. Promovendo melhorias em todos os campos da vida, não somente uma transmissão das técnicas letais de combate.

O FMA é uma das formas de expressão marcial mais democrática, existem praticantes altos, baixos, fortes, magros, no sobrepeso, assim como até mesmos portadores de algum tipo de deficiência física conseguem se desenvolver de maneira excepcional. Ainda que atributos como agilidade, força, flexibilidade, resistência sejam importantes, o fato prático de estar armado nivela inúmeras deficiências em algumas habilidades, além disso sabemos que Kalipis mais experientes possuem reflexos e memória muscular bem acima da média, porém, ainda que seja intangível, boa parte, na verdade diria que o divisor de águas, seriam atributos mais mentais do que físicos: em especial as capacidades de enganar, estratégia, frieza emocional e agressividade.

Existem diversos treinos que aumentam tais atributos não-físicos, em especial ao começar o ensino das armas com lâminas, porém é inegável que um adequado condicionamento físico não só influencia na capacidade de luta, mas produz uma mudança mental, transformando o mindset, tendo uma postura mais segura, confiante e assertiva, Representando bem na máxima latina: mens sana in corpore sano.


Essa preocupação infundida pelo Mestre Dada de que os alunos não sejam apenas guerreiros peritos em armas, mas cidadãos úteis, conscientes da necessidade de priorizar o coletivo em detrimento da postura egoísta individualista, da consciência social, da preocupação espiritual e de fazer o bem ao próximo.

Assim que soube que estaria habilitado a prestar o exame de faixa-preta em julho de 2016, a notícia veio em outubro de 2015, comecei a intensificar os treinos, mas uma vida não muito regrada com jornadas de trabalho, fazia a faixa marrom ficar apertada numa cintura de 130kg.

Com o apoio da Georgia Bachi, minha nutricionista, e daquele que é um dos melhores do planeta no que faz, Mestre Waldemar Guimarães, treinador, montamos uma estratégia de alimentação com suplementação e treinamento com pesos, usando o MIT - Método Intensidade Total (que por si só aumenta o endurance, resiliência, forja o mindset de qualquer praticante).

Aliado a rotina do Kali, conseguimos um resultado positivo, na verdade negativo, menos 40 kilos na balança.

Isso tudo com a preocupação de praticar o Kali em sua melhor forma, não somente uma forma de passar no exame, mas como tudo aluno de artes marciais, impor um desafio interno, criar obstáculos e transpor.



Fica o relato de como as artes marciais, podem mudar a vida não apenas salvando de uma situação de risco, mas melhorado como pessoa. Ressalto que nada disso seria possível sem o apoio de todos os citados, e que todo programa de mudança corporal (perda de peso, aumento de massa magra, otimização de performance e outros) deve ser acompanhado por profissionais da área.

Fico à disposição nos contatos abaixo para trocar ideias e experiências

Felipe de Paulo

e: felipe@depaulo.com.br s: f_depaulo

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