Notícias sobre Filipino Martial Arts no Brasil e no Mundo

Post Top Ad

sexta-feira, 8 de março de 2013

Artigo: Defesa contra Estupro


No dia internacional da mulher, resolvi fazer um texto de como a mulher pode se proteger contra uma violência sexual. Um crime que deixa sequelas psicológicas terríveis e muitas vezes não é relatado pela mulher se sentir culpada ou com medo do agressor, que pode ser até mesmo uma pessoa da sua família ou do seu círculo de amizades.
 

O que fazer para se proteger:
  • Ter atenção – evite ocupar as duas primeiras filas dos semáforos e visualize a frente da via antes dos semáforos reduzindo a marcha, mantendo o carro o máximo possível em movimento, deixe que os apressados a ultrapassarem. Caso o veículo seja obrigado a parar, proteja o lado do condutor (motorista), ficando bem próxima de outros veículos que já estejam parados por causa do semáforo ou estacionados em via pública, caso não exista local para estacionamento de tais veículos, ande o mais rente (próximo) possível do meio-fio (guia), de tal forma o condutor estará evitando que uma motocicleta emparelhe ao seu lado e o ocupante exiba arma de fogo e execute a ação criminosa. A abordagem fica mais difícil quando mudamos pequenos hábitos. Utilize carros com película de insufilme para dificultar a percepção das pessoas que estão dentro do carro.
  • Não ostentar – correntinhas, relógios, braceletes, relógios ou joias; não carregue objetos de valor e grande quantia em dinheiro, que pode culminar em um sequestro, pelo fato do marginal acreditar que você pode render mais dinheiro para ele. Tenha uma carteira falsa para enganar o marginal, ande sempre com cédulas nessa carteira, pois a inexistência de cédulas na carteira pode causar a frustração do marginal, podendo ocasionar lesões corporais ou até mesmo a morte da vítima. Mantenha bolsas e notebooks no porta-malas. Não deixar no carro, mesmo por pouco tempo, pessoas ou animais domésticos.
  • Esteja informada – Os marginais utilizam diversos golpes para abordar a vítima. Verifique na imprensa quais novas modalidades estão sendo utilizadas. Não pare para discutir “batidinhas”, principalmente à noite, os ladrões fazem isso de propósito para assaltá-la. Usam também artifícios para furar o pneu dos veículos, caso isto ocorra, somente providencie a troca em local seguro, mantendo portas e vidros fechados, evitando sempre que possível, o auxílio de estranhos.
  • Nunca aceite caronas - mesmo que a pessoa seja conhecida.
  • Caso suspeita de estar sendo seguida, atravesse a rua e entre em algum estabelecimento movimentado para buscar ajuda. Telefone para familiares ou amigos para irem buscá-la, caso não seja possível, tenha sempre o cartão de um taxista da sua confiança.
  • Procure sempre caminhar no centro da calçada e contra o sentido do trânsito – é mais fácil de perceber a aproximação de um veículo suspeito. Caminhando no centro da calçada você estará evitando passar próxima aos portões das casas, muitas destas casas podem estar abandonadas e estar servindo de abrigo para marginais e desocupados que podem puxar a vítima para dentro da casa e molestá-la sexualmente, roubar seus pertences e até mesmo praticar um homicídio.
  • Procure alterar os trajetos e horários ao sair de casa, se possível utilize um grupo de pessoas, evite andar sozinha.
  • Evite acompanhar o marginal, se ele quiser matá-la ou estuprá-la não o fará em público, estará nas mãos de um bandido sem piedade e pior, sozinha.
  • Diz um ditado popular que “O bom observador é aquele que observa sem ser observado”, é o caso típico do criminoso, o qual fica a espreita de suas vítimas, geralmente, onde há pouca circulação de pessoas em via pública e em algumas vezes atua de carro, está bem vestido e surpreende a vítima.
  • Não utilize aparelhos sonoros como ipod ou celulares, pois os sentidos mais apurados do ser humano são a visão (ao escolher as faixas que serão ouvidas) e audição, constituindo mecanismos preventivos 
  • Selecione criteriosamente as pessoas que lhe prestam serviços, muitos dos casos de violência relatados são de pessoas que trabalharam determinado tempo com a vítima, conhecendo sua rotina diária. Não descuide das chaves de sua casa e trabalho, para que não “desapareçam” ou façam cópias.
  • Não atenda a porta sem verificar de quem e do que se trata – sua empregada acaba de sair de casa, é natural pensar que a pessoa a porta é ela, porém, um marginal pode tê-la abordada e quer entrar em sua residência.
  • Marque hora com pessoas que farão serviços em sua residência, procurando nunca estar sozinha nestas situações.
  • Dose a balança entre o conforto e a segurança - é muito confortável receber uma pizza em seu apartamento ao invés de buscar na portaria do prédio, porém, o risco de ser atacada também é maior.
  • Evite passar informações sobre as pessoas da casa pelo telefone e oriente também familiares e empregados quanto a essa medida – é mais fácil entrar em sua casa se o marginal tem informações privilegiadas que podem ganhar a sua confiança.
  • Não economize em segurança, deixar o carro na rua e andar algumas quadras para não pagar um estacionamento caro em um evento ou barzinho se achando muito “esperta” é ilusório. Ao sair de madrugada do local, pode ser seguida, roubada, estuprada ou morta.
  • Denuncie a violência em sua própria casa. Aceitar passivamente que seu companheiro a agrida e não relatar a agressão é muito comum.
    • 89% das agressões contra a mulher ocorrem dentro da própria família ou pessoas do seu convívio diário.
    • As mulheres que sofrem violência são de todas as raças e classes sociais.
    • Somente 1/3 da violência contra a mulher é denunciado.
    • Há sim o crime de estupro dentro do casamento ou união estável, o relacionamento deve ser espontâneo e consentido entre ambos.
  • O marginal pode não querer apenas seu dinheiro, mas sim, seu corpo ou sua vida. Muitos dos casos de violência começaram com um roubo, porém, o marginal pode aproveitar que está sozinho com a vítima e mudar sua intenção para cometer uma violência sexual. Outras situações relatadas mostraram surtos psicóticos que levaram o marginal a matar a vítima.
  • A reação deve ser rápida e determinada. Não reagir, como dito no tópico acima, não é uma garantia que o marginal não faça nada com a vítima. O importante é observar a intenção do marginal e caso perceba que seu objetivo não é apenas seus bens, você deve fazer uma reação. Não há alternativa! O marginal espera uma vítima fácil, é covarde.
  • Esteja preparada – ao perceber que está sendo seguida, infelizmente isto acontece em locais de pouco movimento de pessoas, você pode utilizar um objeto pequeno (batom, caneta, perfume, etc.) para lançar aos olhos do agressor para distraí-lo e chutar na região dos órgãos genitais para imobilizá-lo. Não fique parada, corra o mais rápido possível para uma via mais movimentada.
  • Não desista nunca. O marginal quer imobilizar a vítima física e psicologicamente. É comum um primeiro golpe para causar medo. Quando isso acontece, as mulheres ficam paralisadas de uma maneira geral, procurando não reagir com medo de se machucarem mais. Paralisar é a pior coisa que você pode fazer. O elemento surpresa agora é da vítima que pode apenas simular paralisia e mudar rapidamente sua atitude passiva para uma atitude de ataque.
  • Transforme seu medo em raiva. O senso comum de não reagir é uma praga arraigada em nossa sociedade. Não reagir é dar ao marginal o domínio da situação, tirando qualquer chance de sobreviver caso sua intenção seja tirar sua vida. Você esta sendo treinada para se tornar uma vítima. Transformar medo em raiva, não é atacar cegamente e sim transformar paralisia em ações. Mulheres que reagiram evitando o estupro tem orgulho ao relatar seu caso, ao contrário, mulheres vítimas da violência sexual tem traumas que podem acompanhá-la para toda a vida.
Caso a violência sexual tenha se consumado
  • Não tente resolver tudo sozinha, procure pessoas da sua confiança para ajudá-la nesse momento. Não tenha vergonha e nem se sinta culpada, você foi à vítima. P
  • Procure uma delegacia especializada a proteção à mulher e registre a ocorrência. Faça o exame de corpo de delito. Evite se lavar e trocar de roupa. Quanto mais rápido você fizer isto, menos provas serão perdidas e mais fácil será achar o culpado.
  • Procure atendimento médico, mesmo que não esteja gravemente ferida, há riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. O hospital é obrigado a fazer notificação em casos suspeitos ou confirmados de violência.

Ricardo Nakayama

Nenhum comentário:

Postar um comentário