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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Entrevista com Guro Hernán Seivane


1- Olá! Obrigado por nos ceder a essa entrevista. Você poderia nos contar um pouco sobre o seu começo com as artes marciais?
Eu comecei aos 14 anos treinando Karate-Do. Depois continuei com KuoShu e Kick Boxing. Treinando KuoShu como o mestre Jorge Benitez (qur atualmente mora na Espanha), aprendi a lutar com dois bastões. Como ele me ensinava também Kick Boxing, eu lhe falei que seria ótimo uma arte marcial que misturasse Kick Boxing e a luta com bastões. Isso que eu gostava era o Stick Fighting. Nessa época eu não sabia que fazia muito tempo que essa arte existia.

2- Sobre o FMA, como você conheceu essa modalidade? Como foi o seu início e o que despertou o seu interesse?
Treinando Kick Boxing, vi uma aula de Kali Filipino, então comecei a treiná-lo. Eu sempre continuei treinando só com os bastões e era uma boa forma de aprender uma arte marcial especifica de armas.


3- Você poderia falar um pouco sobre as escolas de FMA que você praticou?
Eu treinei na Escola Katipunan, e hoje treino com Guro Nicolas Wachsman que o representante de Pekiti Tirsia e dos Dog Borthers na Argentina (Ele foi membro da Katipunan) e como o Mestre Gustavo Pintos (Também foi membro da Katipunan). Fiz treinos com outras escolas mais não encontrei o que estava procurando, que era o Stick Fighting. Trenei  Stick Fighting com o Guro da Garimot, Yuri Jiménez, mais ele mora na Venezuela. Nessa época procurei um programa de Stick Fighting, e o Mestre Burton Richardson, tinha o que eu estava procurando.  Então treine o sistema, e achei que com autodisciplina e possível fazer um treino a distancia e ter alto nível.
O Dog Brother, Benjamin “Lonely Dog” Rittiner, também aprendeu Stick Fighting da mesma maneira.

4- Hoje você trabalha com o projeto Eskrima Kombat, você poderia falar a respeito?
A ideia é fazer torneios, para dar a conhecer o que é a luta com bastões e facas. Temos um ranking que dá um campeão cada dois anos. Queremos que a disciplina seja conhecida por todos os praticantes de artes marciais, já que o Stick Fighting e Knife Fighting são um complemento para qualquer arte marcial.

5- Como e qual o trabalho que você faz com seus atletas, para deixá-los preparados para as lutas do Eskrima Kombat?
Sparring. Essa a palavra. A ideia e trabalhar na potencia com técnica e depois ter muitos rounds de luta. O treino inclui luta com bastões, facas e treino de MMA (Com socos, cotoveladas, joelhadas, chutes, lances e chão).

6- E sobre a relação entre as artes marciais e a questão da defesa pessoal? O que você pensa a respeito?
O que nos fazemos e 100% defesa pessoal. A diferença é que treinamos com resistência. O parceiro não ajuda na técnica, e simula como se fosse a atacá-lo de verdade. Isso faz que melhore muito a psicologia e reflexos da pessoa para a defesa pessoal na rua.

7- Qual o cenário que hoje você enxerga, dentre os praticantes de FMA na Argentina?
Penso que as artes marciais filipinas (FMA) não vão ter como explodir. Vão continuar sendo para um grupo reduzido de pessoas, mas o Stick Fighting sem duvidas será muito mais conhecido e derá estourar, já que é um bom complemento para todas as artes marciais.
É importante assinalar que o Stick Fighting é muito mais reduzido do que são as artes marciais filipinas, e em pouco tempo é possível ter um bom nível sem deixar de praticar a arte marcial habitual.

8- Muito obrigado pela entrevista! Você gostaria de deixar alguma mensagem para os nossos leitores?
Que sempre continuem treinando, para ter melhor saúde e estarem prontos no caso de acontecer uma situação de defesa pessoal.

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