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quarta-feira, 21 de março de 2012

Resenha sobre o Seminário Pekiti International


No último final de semana, a cidade de São Paulo recebeu o 1º Seminário de Pekiti Tirsia International do Brasil. O local escolhido para recepcionar o evento foi o colégio São Bento, localizado nas imediações do mosteiro.

Começando pelo aspecto de infraestrutura, não havia do que se queixar. A quadra onde o evento foi realizado se encontrava em excelentes condições e toda a estrutura do colégio ficou a disposição dos participantes. Lanches – os famosos coffee breaks – foram disponibilizados pela manhã e a tarde pela organização.

A peça principal do evento era o Tuhon Bill McGrath, um dos alunos mais antigos do Supremo Tuhon Leo Gaje. O americano de 51 anos, natural do estado de Nova York deu um show de carisma, simpatia e, o mais importante, extenso conhecimento sobre FMA – a arte marcial do qual é praticante desde 1975.

Bill foi o primeiro de fora da família Tortal a receber o título de Tuhon, em 1994 aos 33 anos. Com um brilhante apresentação de 2 dias, soube mostra aos brasileiros que faz jus a confiança depositada por seu professor.
No primeiro dia, os quase participantes tiveram a oportunidade de escutar do Tuhon sobre a sua história, do Pekiti Tirsia e do PTI. Em seguida foi ministrado um intenso treinamento sobre o uso de facas – diferenças entre lâminas, tamanhos, pegadas e utilização.






Na sequência o Tuhon ministrou um treinamento a respeito do Five Attacks Sub-System do Pekiti Tirsia International – um primor de organização pedagógica, mostrando bem o que é a beleza do FMA, enquanto um sistema baseado em conceitos simples que são organizados e reorganizados dando origem a um conhecimento maior. Talvez seja simplificar demais, mas as palavras de Latorre de Faria sobre o Boxe, “um sistema com pouco a aprender e muito a se desenvolver”, se mostra bem oportuna para os Five Attacks.

Um ponto importante levantado pelo Tuhon no meio do seminário, foi a respeito da qualidade do material disponível para treino em nosso país. Diferente dos Estados Unidos, onde comprar um par de bastões de rattan é algo relativamente fácil, no Brasil a coisa fica bem mais complicada. Os preços encontrados no mercado nacional (quando encontrados) é exorbitante e a importação por diversas vezes é complicada. Diversos praticantes partem então para os bastões de polipropileno, que apesar de duráveis e baratos, não oferecem uma boa experiência devido a suas dimensões, peso e tamanho em que são encontrados. Talvez fique ai algo a se pensar sobre como podemos fazer para melhorar esse cenário nos próximos anos.
 
Os últimos, mas não menos importantes, destaques do seminário foram os organizadores Ricardo e Leandro, que souberam conduzir muito bem os trabalhos, procurando dividir sua atenção entre os presentes e administrar bem todas as questões surgidas durante o evento – buscando até mesmo facilitar a integração entre os participantes e o palestrante. Parabéns!

Agora nos resta aguardar o início da operação do PTI no Brasil e torcer para um breve retorno do Tuhon ao nosso país.

Mabuhay!

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