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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

15:35

Entrevista com o Tuhon Bill McGrath



1 - Olá Tuhon! Obrigado por nos conceder esta entrevista! Você poderia nos falar um pouco sobre você?

Bill: Eu moro em Nova York. Sou casado e tenho um filho. Eu trabalho como oficial na corte estadual de Nova York.

2 - Agora você pode nos dizer sobre as artes marciais em sua vida? eo FMA?

Bem, eu estive praticando artes marciais durante a maior parte da minha vida e ainda me diverto com isso mesmo após todos esses anos.

3 - E sobre Pekiti Tirsia: Como você conheceu o Grão-Mestre Leo Gaje? Como foi o início de seu treinamento com ele?

Grandmaster Gaje deixou as Filipinas com sua família em 1973 depois da declaração da Lei Marcial pelo então presidente Ferdinand Marcos. Ele se mudou para o local próximo da minha casa, em Nova York, onde o conheci e com quem comecei a treinar ainda no início de 1975.


4 - Na sua opinião, qual a importância do trabalho de Grand Tuhon Leo Gaje e do Pekiti Tirsia para a divulgação e evolução do FMA?

Tuhon Gaje está, provavelmente, entre os mais influentes dos instrutores FMA no mundo. Ele é a pessoa mais influente na compreensão quando o assunto é combate facas.


5 - Como você vê os relacionamentos internos e externos (professores, escolas, estilos) do Pekiti-Tirsia?

Uma vez que um estudante se gradua no meu treinamento, eu digo a eles que é como se formar na faculdade de medicina. Eles devem sair e praticar por conta própria. Eu não os supervisiono nem os mantenho "sob minhas asas" depois que terminam seu treinamento comigo. O mercado livre do conhecimento marcial irá corrigi-los quando for necessário.

6 - Pode nos falar sobre a fundação de Pekiti Tirsia Internacional?
Em 1990 Tuhon Gaje voltou para as Filipinas. Em 1994, ele me promoveu ao posto de Tuhon Guro (Instrutor Chefe) e me encarregou de supervisionar os treinamentos de Pekiti-Tirsia nos EUA. Com o tempo passei a ministrar seminários no exterior, e com isso vi a necessidade de uma organização internacional para Pekiti-Tirsia. Assim o PTI começou em 1995.


7 - Como presidente e diretor técnico do PTI você escreveu suas regras assim como a sua estrutura de graduação, de modo que a consistência das técnicas se mantém mesmo com a passagem de instrutor para instrutor. Na sua opinião, qual é a importância desta estrutura para a divulgação da FMA?

Passei muitos anos, durante as décadas de 1970 e 80, viajando pelos EUA com o Tuhon Gaje ajudando com seus seminários. Tivemos a oportunidade de treinar diferentes estilos de FMA pelos lugares que passamos. Em todos os lugares eu notei que embora muitos dos alunos tivessem grande respeito por seus professores e e pela arte, muitos se frustravam pela a falta de um plano coerente de ensino.

Por exemplo, um aluno pedia para que seu professor mostrasse uma técnica mostrada em aulas anteriores. Este então mostrava a técnica porém de uma forma completamente diferente.

Eu acho que parte do problema foi a diferença entre os dois métodos de ensino. A geração mais velha de instrutores FMA foram ensinados por seus pais ou outro parente mais velho em um processo de conceitos de movimento ao invés de o processo mais comum no ocidente, que é mais linear e estruturado. O método tradicional leva mais tempo, mas era mais apropriado para aquele contexto cultural, de um ambiente de ensino familiar onde havia mais tempo para treinamento. A forma estruturada de ensino é melhor para a maioria dos estudantes modernos que só treinam uma vez ou duas vezes por semana.


8 - Qual é a sua opinião sobre o FMA e Defesa Pessoal?

Como a maioria dos estilos FMA vêm de um fundo de combate que estão bem adaptados para a autodefesa. Quando alguém ataca você na rua, o agressor costuma estar armado, portanto, sua formação auto-defesa devem vir de especialistas em armas.

9 - Qual é a cena do FMA em os EUA hoje?

FMA continua a ser popular nos os EUA, especialmente nas escolas de artes marciais que treinam para defesa pessoal em vez de torneios.

10 - O que você espera de sua viagem ao Brasil?

Esta é a minha primeira viagem ao Brasil e eu serão apenas alguns dias em São Paulo. Assim eu gostaria de nesse primeiro momento, conhecer as pessoas e aprender alguma coisa da cultura.

11 - Obrigado por sua entrevista, você poderia enviar uma mensagem aos nossos leitores?

Estou ansioso para minha viagem a seu belo país.
Os leitores podem aprender mais sobre Pekiti-Tirsia no meu canal do YouTube:


http://www.youtube.com/user/TuhonBillMcg/videos

Tuhon Bill McGrath
Martial Arts:
www.pekiti.com
YouTube channel: tuhonbillmcg
Facebook: bill.mcgrath

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

15:13

Entrevista com mestre Frank Shekosky

Olá pessoal! Hoje estamos publicando uma entrevista com o mestre Frank Shekosky, um dos grandes nomes do Modern Arnis hoje nos Estados Unidos.

1- Olá mestre Frank! Obrigado por nos conceder essa entrevista! Você poderia começar falando um pouco sobre você?
Olá, gostaria de dizer que foi um prazer conhecê-lo e que é um grande prazer conceder essa entrevista. Eu vivo em Connecticut, nos Estados Unidos. Treinei Kenpo Karate por mais de 20 anos, e fui estudante privado do grande mestre Remy A. Presas, fundador do Modern Arnis. Eu promovi diversos seminários com ele e o auxiliei em diversos outros que ele organizou. Minha esposa e eu abrimos a Cromwell Martial Arts em 1993, onde ensinamos Kenpo Karate, Modern Arnis e combate com armas. Atualmente eu também promovo seminários e produzo vídeos de treinamento. Nossa página na internet é www.cromwellmartialarts.com. Fora isso eu também gosto de levantar pesos, colecionar moedas, ler e andar de bicicleta.
2- Você poderia falar um pouco sobre as artes marciais na sua vida?
Eu pratico e ensino uma combinação do Kenpo chinês com o americano, além de Modern Arnis e de combate com armas estilo Okinawa. Também promovo seminários em diversas escolas de diversos estilos, pois uma das coisas que mais gosto é conhecer novas pessoas e compartilhar o conhecimento que adquiri, além de fazer novos amigos. Eu acredito que as artes marciais sirvam para fazer nossas vidas melhores, nos transformando em pessoas melhores. Eu também ajudo a uma comunidade de apoio à pessoas com câncer, diabetes, além de outros fundos de caridade.

3- Sobre o Modern Arnis: Como você conheceu o GM Presas?
Eu conheci o grande mestre Remy A. Preses no início dos anos 80, durante um acampamento de treinamento em Massachussetts. Ele foi uma pessoa notável, além de grande artista marcial - de fato ele teve grande impacto em mim tanto como pessoa quanto como artista. Após participar deste seminário, eu decidi iniciar meu treinamento privado com ele, além de participar de outros acampamentos e seminários que ele ministrava pelos Estados Unidos. Eu treinei com ele durante aproximadamente 14 anos, antes de sua passagem. Eu ainda sinto sua fala. Ele não foi apenas um professor para mim e sim um mentor.

4- Em sua opinião, quão importante foi o trabalho do Professor Presas, com a criação do Modern Arnis e seu trabalho de disseminação das artes filipinas?
O grande mestre Presas viajou o mundo ensinando Modern Arnis. Alguns pessoas o chamavam de Rei dos Seminário. É incrível ver a quantidade de escolas que possuem uma foto sua na parede. Ele ajudou a popularizar o Modern Arnis nos Estados Unidos e em diversos outros lugares. Ele chamava o Modern Arnis de "a arte dentro de sua arte" e encorajava a todos a adicionar o FMA ao que já conheciam e praticavam. Professor Presas possuía um alto nível de perícia e carisma, além de um estilo de ensinar muito raro e especial.

5- Como você enxerga as relações internas e externas existentes hoje no Modern Arnis?
Muitos dos estudantes seniores continuaram a levar o Modern Arnis em seu próprio caminho. Professor Presas sempre nos encorajou a "criar nossa própria arte". Na minha opinião não existe um currículo oficial do Modern Arnis assim como não existe nenhum grupo que tenha autoridade para criar um. Muitos grupos e indivíduos têm mantido a arte do Modern Arnis viva. Modern Arnis tem evoluído e continuará a evoluir nos próximos anos. O importante é manter os elementos chave do Modern Arnis, que são o coração do treinamento tais como o desenvolvimento de fluidez através dos exercícios em pares. Sem esses elementos não teremos um bom Modern Arnis.
6- O professor Pressas também era um mestre em Karate. O que você acha da relação entre Arnis e Karate.
Você pode ver como o Professor Presas ensinava e adicionava elementos em sua arte. Nas formas (anyos) é possível encontrar elementos do karate. O Modern Arnis contém muitos elementos comuns a muitas artes marciais distintas, o que ajudou no seu sucesso. Nos acampamentos de treino e seminários era possível encontrar pessoas  vindas de diferentes estilos como tai chi, kenpo, jeet kune do, tae kwon do, karate entre tantos outros, o que fazia com que essas pessoas dessem sua própria interpretação do Modern Arnis, baseado em sua própria história marcial. O karate que eu aprendi era muito mais estruturado e rígido enquanto o arnis era muito mais fluído e baseado em conceitos.

7- Você é o fundador da Cromwell Martial Arts, onde você convive com instrutores de professores de diferentes estilos. Como a sua academia lida com a diversidade?
Eu tento manter a mente aberta sobre outros estilos e escolas e encorajo meus alunos a buscarem conhecimento em diferentes lugares. Eu já abriguei seminários do Professor Presas, do Grande Mestre Wally Jay e Joe Lewis. Isso permitiu aos meus alunos a aprender com artistas marciais de nível mundial em diferentes áreas. Nós adaptamos o estilo a pessoa e não a pessoa ao estilo. O que funciona para você, pode precisar ser adaptado antes de funcionar para mim.

8- Qual a sua opinião sobre o FMA hoje nos EUA?
Minha experiência é em Modern Arnis, que eu penso que ter ajudado a muitas pessoas a preencherem certos vazios em seus treinamentos, ajudando muitos estudantes a melhor entender seus próprios estilos e a se tornarem melhores artistas marciais em um âmbito geral. Pode não ser o estilo mais popular nos EUA, mas é muito forte e possui muitos praticantes de talento.

9 - Qual a sua opinião sobre FMA e defesa pessoal?
A maneira como eu aprendi FMA não foi estruturada e rígida, como são muitos sistemas de defesa pessoa. Entretanto eu penso que você possa usar os conceitos e técnicas aprendidos no FMA para sua própria defesa, de forma eficiente. Com o treinamento em FMA eu passei me mover de maneira melhor e e me tornei mais capacitado em trapping e chaves. FMA foi uma boa adição aos meus outros treinamentos.

10- Obrigado pela sua entrevista! Você poderia enviar uma mensagem aos nossos leitores?
Na minha visão, artes marciais servem para fazer nossas vidas melhores, fazendo com que nos tornemos pessoas melhores. É importante saber se defender, contudo é mais importante saibamos como fazer amigos - sendo melhores pessoas e ajudando aos demais. Eu acredito que as artes marcias são mais sobre desenvolver a si próprio do que lutar. Meus melhores votos a todos e boa sorte em suas jornadas!