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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TCC sobre FMA e Entrevista com Mestre Inocalla

Márcio Brum é pai do kalipi Eduardo Zanotto, e através do seu filho conheceu o FMA, as Artes Marciais Filipinas. Seu gosto pela modalidade foi tamanho, que resolveu dedicar seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ao tema, escrevendo a monografia A influencia do Arnis Kali no comportamento de crianças na idade escolar, estudo de caso. O trabalho foi disponibilizado na íntegra pelo autor no site da academia Magka Isa. Abaixo destacamos uma entrevista com o mestre Inocalla, retirado do mesmo.

1- O Arnis como uma terapia que benefícios traz a seus praticantes?

Como terapia ajuda bastante para ganhar coordenação motora, aumentar o reflexo, aumento da concentração, a desenvolver a autoconfiança, a firmeza, a determinação. E como dizemos, todo mundo tem dois cachorros dentro de si - o cachorro bom e o cachorro mau. O mau é o ódio, medo, inveja, ciúme, rancor... o bom é amor, paciência, firmeza, determinação. E quando começam a brigar os dois cachorros dentro, quem ganha? é o que você alimenta mais. A gente não pode negar o feio e o bonito e você é a sombra! Depende do que você cria na sua vida, você leva pro resto da vida. O melhor quando começa criança e começa a desenvolver sua autoconfiança e vai ajuda pro resto da vida.

2- Como a prática desta arte marcial poderia auxiliar no processo educativo escolar?

A arte pode ajudar bastante, por exemplo, estava observando sobre a violência escolar, e como podemos diminuir esta violência em todo o sistema educativo no Brasil como nos ocidente. Sempre sedentários, sentados em casa, no carro, na escola. E quando se formou, continua sedentário – casa, carro, escritório. Uma forma pra ajudar a ter menos stress, e as pessoas ficam muito estressadas porque lutam pra dentro. Nossos ancestrais antigamente, eles lutavam pra fora, corrida, brincavam, tinham criatividade artística e a arte marcial tem muito pra ensinar, como por exemplo no oriente, Japão, Filipinas, Correia, é uma matéria como a matemática, obrigatória, para aprender a viver a vida. Temos que aprender com a mãe águia que ensina seus filhotes pra voar e caçar sua comida. A gente ensina os meninos, os filhos pra vida real e não só a vida sedentária e não só no lado intelectual. Tem que saber conviver com seu intelecto, sua alma e seu espírito e vai ajudar bastante na sua vida cotidiana.

3- Como você avalia a evolução, no geral, de seus educandos desde quando entrem e em seu processo? E de Eduardo em especial?

A maioria das pessoas, quando entram, falta coordenação motora, concentração e falta respeito. Começam a aprender o respeito. NO oriente chamamos o Guru, aquele que ajuda a esclarecer, a tirar as dúvidas. Então começam a criar sua coordenação motora, reflexo, decisões rápidas, tem que saber ouvir, falar. Eduardo no começo era muito brincalhão, parecia um macaco de galho em galho, e com nossa mente é a mesma coisa. Com o tempo, paciência, persistência, ajuda a ter equilíbrio a ter dinamismo. Toda hora tem que colocar no lugar, a colaborar. Ele avançou bastante, brinca, mas na hora de parar para. Treinando sempre, mas quem pode falar são os pais e professores na escola para ver se ajudou no desenvolvimento de um cidadão.

4- O que motiva aos praticantes do Arnis a continuidade desta prática?

Quanto às faixas, no oriente se diz que quando se tem graduação de faixa que vão escurecendo, se diz que vai esclarecendo a sabedoria. No ocidente precisa a graduação em faixas, para ver que tem um processo porque senão aprende pouco e acha que já sabe tudo, parece que qualquer um aprende a dirigir carro, de qualquer jeito. O melhor é aprender em auto escola. Lutar é a mesma coisa, todo mundo tem capacidade de lutar, mas se tem a escola que orienta como lutar, porque na verdade nossos inimigos interiores são piores, o medo, a raiva, a preguiça. Então, lutar dentro e fora e incentivar os alunos. Dias atrás tivemos campeonatos em Sobradinho, no Panamericano em Anápolis.É ma forma de vencer os obstáculos e os alunos aprendem e eu também sempre aprendo, a lidar com crianças, com adultos, homens, mulheres, crianças, idosos. O aprendizado é constante. A gente aprende como prevenção. 90% é prevenção, depois a negociação, depois correr pra frente e pra traz, e depois saber trabalhar na distancia, 1mt, 2mt e agarramento e depois as palavras chaves como: com licença, sinto muito, muito obrigado, desculpas que são palavras chaves pra não entrar em conflito.

Um comentário:

  1. Mestre Dada nos dá uma pequena e importante lição sobre o valor da edudação, da boa educação. Do se dirigir às pessoas com um "por favor" "obrigado" etc.
    Aprender as coisas simples e fundamentais. Eís como resumo o conteúdo dessa entrevista.

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